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Confira os detalhes do empréstimo Grana Extra Digio e saiba como solicitar

O banco digital Digio, um banco digital de dois sócios tradicionais no setor, o Bradesco e BB, vai apresentar seus resultados do semestre logo mais e, de acordo com o seu presidente, Carlos Giovane Neves, será positivo. Essa não é exatamente a primeira vez em que o banco fica com o ponteiro no azul, mas dessa vez a comemoração é diferente: o banco agora está pronto para expandir sua gama de serviços financeiros e produtos para atender aos seus 2,7 milhões de usuários e outros tantos que devem chegar com parcerias como a firmada com a Uber e outras que estão em vista.

A cartela de produtos começa a crescer agora, com o lançamento de sua linha de crédito Grana Extra para atuais clientes, que funciona como um saque parcelado no cartão de crédito que não consome o limite de uso. O pagamento pode ser feito de seis a 24 vezes, com juros a partir de 2,97% cobrados mensalmente. A disponibilização varia segundo cada perfil, podendo chegar até R$ 30 mil. 

Após a contratação, a quantia solicitada cai na hora diretamente na conta corrente do Digio e a parcela é cobrada na fatura do cartão de crédito. Digio reforça que não se trata nem de cheque especial nem juros do rotativo do cartão, e sim de uma linha de empréstimo mesmo.

Até 2019, o Digio concedia crédito por meio de outros bancos digitais. Em 2021, chegou a ser responsável por 25% do mercado. Mas é um mar muito competitivo e que custa caro atrair público. Por esse motivo, liberar crédito para quem já tem relacionamento e já conhece o score de crédito (nota que diz se a pessoa é boa pagadora e o risco de inadimplência é menor) é mais fácil e barato. 

“Somos ágeis e focados no consumidor, por isso, não temos medo de mudar de estratégia”, comenta Marcelo Scarpa, diretor-executivo do Digio. “O Grana Extra chega em um momento complicado, com o intuito de literalmente ajudar o cliente com aquela grana extra para fechar o mês”, conclui. 

O primeiro passo é emprestar para quem é cliente, mas em um segundo momento, o banco digital analisa disponibilizar empréstimos sem que a pessoa necessariamente seja correntista. Mas os planos vão muito além de crédito. Já está na fila para os próximos meses o lançamento de um marketplace de seguros de diferentes tipos (residencial, saúde, vida etc.) e produtos de investimentos. 

De acordo com o presidente do banco digital, a empresa está em fase de escolha do parceiro de seguros e logo na sequência fará a mesma coisa para investimentos. Em investimento, a meta é começar pequeno, com um produto de renda variável, provavelmente fundo de ações, e outro fundo de renda fixa. 

“Temos dois bancos completos por trás [se referindo aos donos, Bradesco e BB], que já têm na prateleira crédito imobiliário, capitalização, investimento, financiamento de veículo, entre outros serviços financeiros. Com isso, temos condição de entregar ao cliente toda essa gama de produtos e nos tornar um canal relevante de distribuição”, comenta Giovane. 

Entretanto, ele reforça que nada impede que também exista outros parceiros, em especial que ofereçam serviços que não têm disponível nos donos, como assistência viagem, por exemplo. 

Está ainda na programação do Digio, que possui atualmente 270 funcionários, lançar conta MEI e desenvolvimento de um cartão premium. 

A atual conta já permite pagamentos e transferências, recarga de celular, contratação do Veloe, serviço de pagamento automático de pedágios, que dá direito a 24 mensalidades grátis, cartão de crédito com cashback e possibilidade de contratação do programa de fidelidade da Livelo. Há pouco tempo foi lançado o cartão com a bandeira Elo – até então só tinha a alternativa da bandeira Visa. 

Modelo de negócio

“Nós atuamos de maneira diferente de muitas fintechs e startups que queimam bastante caixa para ampliar sua base de clientes e só depois correm atrás da monetização. Nossa preocupação foi primeiro criar um modelo de negócio rentável e aí decidir com que velocidade queremos expandir”, comenta em entrevista ao Valor Investe Giovane, como gosta de ser chamado. 

Giovane comenta ainda que o salto de 69% na base de clientes no último ano, passando de 1,6 milhão em junho de 2020 para 2,7 milhões agora, é fruto basicamente de crescimento orgânico, por meio do “boca-a-boca”, pontuando, por exemplo, a qualidade do serviço como um diferencial. 

“Nosso diferencial está no atendimento ao cliente, a preocupação com a experiência do consumidor. E nosso trabalho bem feito leva a 70% do nosso crescimento ser por indicações de atuais clientes”, afirma. 

Hoje o banco está com R$ 2,5 bilhões, cerca de 20% maior que 2020 e só não cresceu mais, de acordo com o executivo, por causa da venda das carteiras de produtos físicos. Outro número significativo é o aumento de 70% no gasto do cliente no cartão de crédito, chamado no mercado de “spending”. Hoje o ticket médio está em R$ 700 e o perfil de clientes que chegam ao Digio são de pessoas de 20 a 35 anos, com renda média mensal de R$ 3,8 mil, ainda muito focado no Nordeste e Sudeste. 

Um dos focos agora está no atendimento dos motoristas do Uber e Uber Eats, após firmarem parceria com a empresa no fim de janeiro. É disponibilizado, por exemplo, pagamento das corridas no momento em que elas terminam na conta digital com remuneração de 100% do CDI, cartão de débito e estudam empréstimo (ainda em fase de testes). Também dá o direito de adquirir o Veloe com o cartão de crédito garantindo 24 mensalidades grátis.

Para esta parceria, o Digio conseguiu um aporte de R$ 150 milhões dos bancos sócios em fevereiro. 

“A Uber é a primeira e grande conta. A expectativa é, se conseguir bom desempenho, lançar uma plataforma ‘white label’ para novos parceiros, não concorrentes da Uber. Há muita oportunidade no mercado e conta com dinheiro de entrada garantida. Não quero oferecer cartão que funcione como suvenires como algumas empresas fazem e sim focar em aquisição de clientes que usem o cartão para fazer suas compras”, conclui Giovane, reforçando o olhar apurado da empresa no custo operacional. 

O banco digital já tem em sua base 160 mil clientes vindos da Uber, número que se espera que cresça rapidamente nos próximos meses.

Fonte: Valor Investe  – Imagem: Reprodução/Internet